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Imagens do Dia
foi o primeiro telejornal brasileiro. Nasceu com a TV Tupi de Assis
Chateaubriand (Diários Associados) na primavera de 1950, exatamente no
dia 19 de setembro. Durou um ano. Tinha um formato simples: o locutor
Rui Resende produzia e redigia as notícias. Algumas notas tinham imagens
feitas em filme preto e branco, sem som.
Mas o primeiro jornal de sucesso
da televisão brasileira foi o Repórter Esso, também da Tupi.
Ficou no ar de 17.06.53 até 1970, com sua inolvidável vinheta de
abertura (“Aqui fala o seu Repórter Esso, testemunha ocular da
História”), apresentado por dois destacados locutores de rádio: Kalil
Filho e, depois, Gontijo Teodoro.
Entretanto, no final da década
de 60, as inovações tecnológicas importadas dos EUA, entraram no
telejornalismo brasileiro e o Jornal Nacional, da Rede Globo de
Televisão, criado por Armando Nogueira, estreou em 1º de Setembro de
1969, tornando-se líder de audiência e referência da imprensa nacional.
Foi o primeiro a apresentar reportagens em cores, o primeiro a
apresentar reportagens internacionais via satélite no instante em que os
fatos ocorriam. O estilo de linguagem, a narrativa, a figura do
repórter, o formato... tinham os telejornais americanos como modelo.
Em 1977 a Globo São Paulo
colocou no ar um jornal de serviço: Bom Dia São Paulo, que até
hoje vai ao ar de segunda a sexta, às 7h da manhã. Também incorporou
novas tecnologias: foi o primeiro a usar a UPJ (Unidade Portátil de
Jornalismo) com repórteres entrando ao vivo de vários pontos da cidade,
transmitindo informações de serviço como tempo, trânsito, movimentação
da cidade, aeroporto etc. São características que permanecem até hoje. O
sucesso deu origem ao Bom Dia Brasil, em 1983, que vai ao ar logo
após o “Bom Dia” de cada praça, com o noticiário político gerado em
Brasília.
A
história do
telejornalismo
brasileiro destaca, também, o TJ Brasil, lançado em 04.09.1988,
no Sistema Brasileiro de Televisão-SBT (de Silvio Santos). Também se
inspirou no formato americano ao inovar com a emblemática figura do
âncora Boris Casoy, que saiu do jornal impresso e logo se acertou com a
TV, conquistando seu espaço e seu público. Em meados de 1997 Casoy foi
para a TV Record.
Também em 1997 a televisão
brasileira ganhou outro jornal importante, o Jornal da Band,
igualmente influenciado pelos costumes americanos, apresentado por Paulo
Henrique Amorim, com um estilo forte e opinativo, com informações
exclusivas e ao vivo. Hoje o telejornal é ancorado pelo jornalista
Carlos Nascimento.
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