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No dia 1º de setembro de 1969, com Cid Moreira e Hilton Gomes na
apresentação, era iniciada uma nova era na televisão brasileira. Estava
no ar o “Jornal Nacional”. A Rede Globo, com apenas quatro anos de vida
e em fase de consolidação, apostou no novo sistema de microondas da
Embratel e fez o primeiro programa simultaneamente transmitido para
várias cidades brasileiras.
Até
então, cada capital tinha sua própria grade de programação, e programas
gravadas em São Paulo ou no Rio de Janeiro eram exibidos com dias de
atraso em outras praças, para dar tempo das fitas chegarem via ônibus ou
avião. Da primeira edição do telejornal, restam apenas duas fotos e
nenhum video. Da primeira fase do jornal, em preto-e-branco até os
primeiros anos da década de 70, não sobrou nada. Alguns vídeos começaram
a ser guardados a partir de 1973, mas também não foi tudo que sobrou
desta década. A Globo, no entanto, tem todas as edições do jornal desde
o final da década de 70.
Sobre a ditadura militar e censura nos primeiros anos do telejornal,
Armando Nogueira, então diretor da Central Globo de Jornalismo nos anos
60, 70 e 80, contou ao especial TV 50 Anos, apresentado pela Rede Globo
em 2000 que os tempos eram difíceis. "A cobertura tinha que passar
pelo crivo dos militares, que tinham aqui dentro [da redação do jornal]
um representante. A gente recebia um telex: é proibido noticiar a morte
do Capitão Lamarca. Daí, a gente ficava sabendo pelo telex da Polícia
Federal que tinha morrido o Lamarca. Mas também não podíamos noticiar".
Sempre próximo das 8 da noite, o Jornal Nacional foi, em 35 anos de
vida, assistido por quase todos os brasileiros. Não deve existir uma
pessoa sequer que nunca assistiu o JN. Na década de 70, os índices de
audiência impressionavam: chegavam aos 70 pontos.
O
jornal tinha, basicamente, meia hora de duração nos anos 70 e 80. Com o
fenômeno “Carrossel”, no início dos anos 90, no SBT, a Globo viu, pela
primeira vez na história, sua maior audiência ameaçada. Resultado: o
jornal começou a apresentar um grande número de material investigativo e
aumentou sua duração para 50 minutos. Deu certo.
Os
idealizadores do telejornal foram Alice Maria, diretora da emissora -
que não gosta de aparecer - e Armando Nogueira, hoje comentarista
esportivo de jornais e televisão.
Nestas mais
de três décadas de história, o jornal já teve diversos apresentadores.
De segunda a sexta, a dupla impecável: Cid Moreira e Sérgio Chapelin,
que, em 1983, quando foi para o SBT comandar o Show Sem Limites, foi
substituído por Celso Freitas, retornando alguns anos depois.
No dia
1º de abril de 1996, a dupla foi substituída por William Bonner e Lílian
Witte Fibe. Em 30 de março de 1998, a apresentadora voltou para o Jornal
da Globo e deu lugar à Fátima Bernardes, que comandava o Jornal Hoje e
prossegue até hoje na bancada junto com o marido.
Aos sábados e
no período de férias dos apresentadores, o jornal já teve diversos
substitutos: Carlos Campbel, Berto Filho, Carlos Bianchini, Marcos
Hummel, Leo Batista, Alexandre Garcia, Valéria Monteiro, Sandra
Annenberg, Chico Pinheiro, Márcio Gomes, Carlos Nascimento, Fernando
Vanucci, Eliakim Araújo, entre outros.
O tema
de abertura, “The Fuzz”, de Frank Devol, já sofreu vários arranjos e
segue até hoje nas vinhetas do telejornal. Após anos no estúdio, o
jornal é apresentado ao vivo de um mezanino na redação da Rede Globo, no
Rio de Janeiro. Atualmente, com uma média de 40 pontos diários, o Jornal
Nacional ainda é um dos programas mais assistidos da televisão
brasileira.
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